Portal da UERJ

Faculdade de Educação da Baixada Fluminense

HISTÓRICO

A Faculdade de Educação da Baixada Fluminense é a representação da UERJ na Baixada Fluminense. Trata-se do marco inicial a década de 1960, quando surge no cenário político e educacional do Município de Duque de Caxias, o Instituto de Educação Governador Roberto Silveira (IEGRS), sendo a FEBF herdeira do Curso de Pedagogia existente neste Instituto.

A Reforma do Ensino Superior de 1968, a Reforma do Ensino de 1º. e 2º. Graus de 1971 e a fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara foram fatores da conjuntura nacional que modificaram completamente o destino dessa iniciativa.

A história desta faculdade inicia-se em 1966, quando o Conselho Estadual de Educação do antigo Estado do Rio de Janeiro autorizou o funcionamento do Curso de Formação de Professores para o Ensino Normal (CFPEN) no Instituto de Educação.

Em 1971, o CFPEN passa a ser denominado Curso de Pedagogia, certamente em face do art. 87 da Lei Federal nº 5.692/71, que revogou, entre outros, o art. 59 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 4.024/61 que autorizava o funcionamento de CFPENs nos Institutos de Educação.

Antes da Fusão dos Estados os diplomas expedidos por este Curso, por ele estar situado na região do antigo Estado do Rio de Janeiro, eram chancelados pela UFF. Após a Fusão (1975) o Curso de Pedagogia, perde esta vinculação com a UFF e continua vinculado à Secretaria de Estado de Educação, existindo um período de dúvidas com relação a continuidade do Curso.

Desde o início de sua trajetória, era um curso superior isolado onde toda interlocução dava-se no âmbito da Secretaria Estadual de Educação, funcionando com professores devidamente concursados e habilitados para o magistério oficial de 1º e 2º graus. Lembrando que o primeiro concurso docente realizado pela UERJ, para o então Curso de Pedagogia de Caxias, ocorre em 1985.

Durante os anos pós fusão ocorrem intensas mobilizações da comunidade acadêmica do Curso para a permanência deste em Duque de Caxias. Mas é por força da Lei 472 de 1981, sancionada pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro Chagas Freitas, que o curso é incorporado a UERJ, em 1982.

Porém, da incorporação resultaram as perdas de sua autonomia tanto administrativa quanto Pedagógica. O Curso ficou subordinado à Faculdade de Educação da UERJ, configurando-se como um apêndice desta onde passou a ficar atrelada ao seu currículo e a sua coordenação.

Finalmente, em 1988, como forma de reverter esta situação, cria-se a Faculdade de Educação da Baixada Fluminense como Unidade Acadêmica da UERJ pela Resolução 548/88 do CONSUNI. A partir de então se restabelece sua autonomia, mas desta vez como Unidade Universitária.

Entre 1982 e 1998, mesmo já pertencendo a UERJ, a Faculdade continuou a funcionar no IEGRS apenas no período noturno em salas de aula cedidas por ele. A reivindicação por um prédio próprio já era uma bandeira de luta desde a década de 1980 que somada a falta de condições físicas para ampliação de suas atividades levou a comunidade da FEBF a aceitar sua transferência para o CIEP-090 na Vila São Luis, local em que funciona até hoje.

O CIEP 090 – Vice-Governador Antonio Carlos Magalhães

O extinto CIEP-090, localizado na Vila São Luiz de Duque de Caxias (onde funciona a FEBF), foi um dos que sofreu um progressivo processo de esvaziamento.

Em 1997 começaram as conversas entre os poderes públicos, interessados na desativação do CIEP-090, e a direção da FEBF, decidida a resolver a situação física da unidade, que só podia funcionar em 16 salas e apenas no horário noturno, no Instituto de Educação Governador Roberto da Silveira.

No final do ano de 1997 firmou-se um acordo, entre o governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Duque de Caxias, de cessão do CIEP à UERJ. No segundo semestre de 1998, a FEBF transfere-se em definitivo para o antigo CIEP-090. A transferência para este novo espaço físico viabilizou e consolidou novas formas de trabalho para esta Unidade, possibilitando o oferecimento de novos cursos de graduação bem como a realização de novas atividades.

Foto do CIEP 90, atual FEBF

FEBF XXI

Até 2001 a FEBF contribuiu ativamente na Educação da Baixada formando Supervisores, Orientadores, Administradores Escolares e Professores das Séries Iniciais do Ensino Fundamental por meio de dois Cursos: Pedagogia e Magistério das Séries Iniciais.

Em 2001 foi concluído um amplo processo de Reforma Pedagógica e Administrativa, que incorporou os mais recentes debates da educação nacional, respeitando suas principais e vitoriosas experiências acadêmicas - assim como as novas diretrizes legais.

Da Reforma de Currículos emergiram os atuais cursos: Pedagogia Multi-habilitação em Orientação, Supervisão e Administração Escolar (Deliberação 11/2001) e Pedagogia Magistérios das Séries Iniciais do Ensino Fundamental e Educação Infantil (Deliberação 12/2001).

Ambos foram reconhecidos pelo Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro por meio do Parecer 510/2001 de 17/12/2001.

Esses dois cursos passaram por uma nova Reforma em 2006 para atender às Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Pedagogia do Conselho Nacional de Educação.

A Reforma de 2001 previa a ampliação das atividades de Graduação e Pós-Graduação da FEBF.

Em 2003 o Curso de Licenciatura em Matemática (Deliberação 36/2002) iniciou as suas atividades e em 2004 ingressou a primeira turma do Curso de Licenciatura em Geografia com ênfase em Meio Ambiente (Deliberação 43/2003), que em 2011 foi reconhecida pelo CEE.

A ampliação das atividades de Graduação possibilitadas pela Reforma passa ainda pelo envio ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UERJ dos projetos de Cursos de Licenciatura em Química/Física e de Licenciatura em Biologia.

Em 2006 foi reativado o de Pós Graduação Lato Sensu em Organização Curricular e Prática Docente da Educação Básica (Deliberação 10/2006).

Também em 2006 foi submetida a CAPES a proposta do seu Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado) na área de Concentração Educação, Comunicação e Cultura em Periferias Urbanas. Sendo aprovado o Programa nasceu o Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas - o primeiro do Brasil em sua área. O Programa obteve conceito 3 da CAPES e está em vias de obter o parecer para funcionamento do Doutorado antes de 2015.

Atualmente a FEBF possui cinco Departamentos:

Ciências e Fundamentos da Educação;
Formação de Professores;
Gestão de Sistemas Educacionais;
Educação Matemática;
Ensino de Geografia.

O Corpo Docente da FEBF é constituído por 42 professores efetivos e 25 servidores administrativos.

A FEBF é um importante pólo de capacitação de pessoal para o setor educacional da Baixada Fluminense por estabelecer convênios de cooperação técnica com órgãos públicos e associações não governamentais nos municípios da região - abrindo espaços de aprendizagem, formação e estudo para os nossos alunos.

Outro indicador da relevância da FEBF na região é a crescente presença de seus ex-alunos em todos os níveis das administrações educacionais da Baixada, motivo de orgulho para a Faculdade.

Os docentes da Faculdade coordenam diversos projetos de pesquisa e extensão relacionados aos problemas educacionais da região.

Entre as atividades que consolidam a participação da FEBF na vida da Baixada Fluminense uma das mais relevantes é a atuação do Núcleo de Educação Continuada (NEC) que organiza diversos programas de qualificação de docentes das Redes Pública Estaduais e Municipais, os Programas Cotidiano e Violência Escolar e de Educação Ambiental e o Programa Integrado de Cooperação Técnica na Baixada Fluminense (PINBA) que dá apoio às entidades públicas e da sociedade civil no desenvolvimento de estudos e projetos nas mais diferentes áreas.

A Rádio Comunitária Kaxinawá, parceria da Faculdade com diversas associações civis, é um importante núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão, é outra experiência inovadora na área de comunicação e ensino. No fim dos anos de 2000, foi lançada a Sala Revoluti, um verdadeiro marco na maneira de pensar e fazer sala de aula. Recentemente a Rede Social da FEBF tem se firmado como instrumento acadêmico, sendo porta de entrada e saída dos feitos da Faculdade com a IPTV/Kaxinawá, por exemplo. Destaca-se ainda a atuação do laboratório de audiovisual (LABORAV), na produção de vídeos sobre a Baixada Fluminense.

O compromisso da Faculdade é desenvolver diversas atividades visando a representar, cada vez mais, o Ensino Superior Público Estadual, em outras palavras, a presença física e acadêmica da UERJ na Baixada Fluminense.