a mostra de filmes brasileiros é parte das atividades
do projeto de pesquisa  a idéia de cultura brasileira
coordenação Maurício Rocha [DCFE/FEBF]

download da programação da mostra
UM CANDANGO NA BELACAP
1961

Preto & Branco . 102 min. Produção Herbert Richers
Direção Roberto Farias . com Ankito, Grande Otelo, Wilson Grey, Carlos Lyra, Sonia Delfino, Milton Carneiro
Durante a inauguração de Brasília e com a ajuda de amigo, uma cantora foge de seu pretendente milionário. Eles vão para uma boate onde está um outro casal de amigos em comum que lá trabalham. Formam-se os pares de namorados, mas um dos rapazes se interessa pela garota do outro. A briga termina na delegacia.

Ankito
O ASSALTO AO TREM PAGADOR
1962

Preto & Branco . 103 min. Produção e direção: Roberto Farias
com Eliezer Gomes, Grande Otelo, Reginaldo Farias, Jorge  Dória, Ruth de Souza, Atila Iório
Baseado em fatos reais. No interior do Estado do Rio de Janeiro, um grupo de seis homens assalta o trem pagador da Estrada de Ferro Central do Brasil. Eles decidem só gastar no máximo dez por cento do produto roubado, para não despertar suspeitas da polícia. Aos poucos, a polícia fecha o cerco sobre os assaltantes.

Reginaldo Farias
O PAGADOR DE PROMESSAS
1962

Preto & Branco . 95 min.
Produção: Oswaldo Massaini
Direção: Anselmo Duarte
Com Leonardo Villar, Gloria Menezes, Dionízio Azevedo, Othon Bastos, Geraldo Del Rey e Norma Bengell
Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira. 

Leonardo Villar

O Pagador de Promessas foi o primeiro e até hoje o único filme brasileiro a ser premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes - em 1962 -  além de ter sido indicado ao Oscar.
DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL
1964

Preto & Branco . 125 min. Produção Luiz Augusto Mendes e Jarbas Barbos. Direção Glauber Rocha . com Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Maurício do Valle, Othon Bastos
Manuel e Rosa subexistem no sertão nordestino por meio de trabalhos prestados a um coronel. No dia da partilha de gado entre Manuel e o coronel os dois discutem e Manuel vinga a injustiça do coronel com sangue. Perseguido, Manuel mata dois capangas do coronel mas um deles mata sua mãe. Sem mais raízes na casa materna, Manuel resolve seguir o beato Sebastião e seus fiéis. Rosa, sempre cética ao poder de Sebastião, tenta persuadir Manuel a desistir da vida santa. Mas Manuel se dedica ardorosamente ao beato, compartilhando com ele um sacrifício de uma criança, quando Rosa, desesperada, assassina o beato enquanto Antônio das Mortes arrasa todos os seguidores de Sebastião. Manuel e Rosa, mais uma vez, se entregam ao destino do sertão, até encontrarem Corisco, o diabo loiro. Este aceita a inclusão de Manuel em seu bando e o rebatiza como Satanás. Com o novo nome, Manuel pilha e destrói fazendas, ganhando fama por todo sertão por meio das cantigas de cego Júlio. Novamente Antônio das Mortes entra em cena para iniciar a 'grande guerra', matando Corisco e seu bando, para que Manuel e Rosa rumem em direção ao mar da redenção

Othon Bastos

Texto de Glauber Rocha sobre o filme : "Eu parti do texto poético. A origem de Deus e o diabo é uma língua metafórica, a literatura de cordel. No Nordeste, os cegos, nos circos, nas feiras, nos teatros populares, começam uma história cantando: eu vou lhes contar uma história que é de verdade e de imaginação, ou então que é imaginação verdadeira. Toda minha formação foi feita nesse clima. A idéia do filme me veio espontaneamente"

"Bangue-bangue dialético terceiro-mundista que retoma e transcende, em clave cordelista, as veredas de O Cangaceiro (de Lima Barreto). Segundo longa de Glauber Rocha e a maior explosão de talento da história do cinema brasileiro. Obra-prima do barroquismo, enraizada em Euclides da Cunha, Guimarães Rosa, Eisenstein, John Ford, Bertold Brecht e Jean-Luc Godard. Sucesso no Festival de Cannes de 1964."
texto de Sérgio Augusto
TODAS AS MULHERES DO MUNDO
1966
Preto & Branco . 86 min. Produção Luiz Fernando Goulart
Direção Domingos de Oliveira. com Leila Diniz, Paulo José, Flavio Migliaccio, Joana Fomm, Fauzi Arap, Ivan de Albuquerque, Marieta Severo
Edu, celibatário que não acredita no amor, encontra Paulo, um velho amigo. Paulo narra então sua vida com Maria Alice, desde quando a conheceu numa festa até as brigas, separações e constantes reconciliações. Por ela, enfim, Paulo havia abandonado todas as outras mulheres.

Leila Diniz

crítica de Thiago P. Ribeiro no revista eletrônica cinemando
TERRA EM TRANSE
1967

Preto & Branco . 115 min. Produção Luiz Carlos Barreto e Carlos Diegues. Direção Glauber Rocha. com Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy, Glauce Rocha, Paulo Gracindo, Hugo Carvana, Danuza Leão, Francisco Milani.
Em Eldorado - país imaginário -, o poeta Paulo Martins, à beira da morte, rememora sua participação em lutas políticas. Dividido entre dois aspirantes ao poder e manipulado pela multinacional Explint, o poeta agoniza sem conseguir solucionar as contradições de Eldorado e as suas, ao tentar equacionar de forma consequente a poesia e a política.

"O cinema prolonga a morte. Estas imagens estarão eternas. Além da morte.  Roberto Rosselini dizia que é mais fácil fotografar o mundo do que fotografar um rosto. O cinema, me disse Alexandre Kluge, deve ser polifônico. É uma nova arte e presa ainda ao naturalismo/realismo do romance. O romance, os senhores sabem, é uma expressão do século XIX. É, pois, a linguagem da burguesia. O cinema é a linguagem do capitalismo, isto é, do século XX. Cinema, jornalismo, televisão. O cinema, porque foi realizado até bem pouco tempo por homens com formação no século passado e formou e deformou o público e a crítica. E a maioria dos intelectuais. E, o que é mais grave, a maioria dos cineastas. O cinema é um instrumento de coração do capitalismo. Ou do policialismo. Liberdade, no cinema, sempre foi crime. Rimbaud, para lembrar um nome conhecido, que é ponto pacífico na poesia, se aparecesse fazendo filme como escrevia levava ovo na cara. Idem Cézanne. Até mesmo Van Gogh. E estes são artistas do século passado, nem mais vanguarda são considerados. Por que o cinema tem de ficar seguindo a narrativa de Maupassant? Quando um intelectual vem me dizer que não gostou de Terra em Transe porque não entendeu, dá vontade de perguntar a ele se poesia ou música ele entende tudo como entende uma reportagem, isto é, no sentido explicativo, óbvio, ululantérrimo!". Glauber Rocha

leia mais sobre o filme no Tempo Glauber

Glauce Rocha, José Lewgoy e Jardel Filho

 Vigorosa e visionária alegoria política sobre o Brasil e a América Latina tendo como temas centrais o populismo, as utopias libertárias de esquerda e o concerto barroco de diversas culturas (africana, índia, branca), Terra em Transe tem um entrecho ficcional que já antecipa o questionamento de Glauber às noções ainda resistentes de trama e narrativa. Abolindo a ordem cronológica e adotando um acento fortemente operístico e carnavalizante, é um dos filmes-manifesto do Cinema Novo. A “história” se passa em Eldorado, país imaginário da América Latina, onde o poeta e intelectual burguês Paulo Martins vê frustrar-se a sua esperança de que o Governador da Província de Alecrim e líder político Dom Felipe Vieira (José Lewgoy) seria uma alternativa política ao conservador Dom Porfírio Diaz (Paulo Autran), ditador fascista que apela ao misticismo para preservar o poder. Entre estes, se interpõe a figura do capitalista Júlio Fuentes (Paulo Gracindo), que apesar de se declarar de esquerda acaba se aliando ao ditador Diaz. Ao lado de Sara (Glauce Rocha), uma intelectual comunista, Paulo Martins não vê outra solução a não ser a violência revolucionária suicida. [trecho de texto escrito em 1967 por Hélio Pellegrino no Jornal do Brasil  quando do lançamento do filme]

Brasil, 1967. O filme anterior de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do sol, havia sido concebido e filmado ainda em 1963, antes do golpe militar que derrubou João Goulart e que pouco a pouco ia minando boa parte dos sonhos de sua geração. A conversa agora era outra. O mundo a mudar não estava escondido no interior distante, o mundo estava mudando para pior em todos os lugares, em plenas metrópoles, o mundo estava mudando bem debaixo das fuças dos idealistas que achavam que estavam mudando o mundo. Terra em Transe é sobre isso, é sobre essa paulada na cabeça que foi ver suas ilusões indo por água abaixo após a violência institucional. trecho da crítica de Daniel Caetano na revista eletrônica de cinema contracampo

leia mais :  o debate sobre Terra em transe em 1967
ALELUIA GRETCHEN
1976

Producão EMBRAFILME. Direção Silvio Back .com Carlos Vereza, Miriam Pires, Lilian Lemmertz, Selma Egrei
Saga de uma família de imigrantes alemães que, fugindo ao nazismo, vem se radicar numa cidade do Sul do Brasil, por volta de 1937. Às vésperas e durante a II Grande Guerra, membros da família se envolvem com a Quinta Coluna e o Integralismo. Na década de 50, graças a ligações perigosas com o rescaldo da guerra, os Kranz são visitados por ex-oficiais da SS em trânsito para o Cone Sul. A trama se estende aos dias de hoje.
DEDÉ MAMATA
1987
Cor . 97 min. Produção Paulo Cesar Ferreira e C. Diegues
Direção Rodolfo Brandão. com Guilherme Fontes, Malu Mader, Marcos Palmeira, Paulo Betti, Luiz Fernando Guimarães, Tonico Pereira, Paulo Porto.  
André passa da infância à adolescência, do fim dos anos 60 até o final dos 70. Morando com os avós, numa família de comunistas e anarquistas, vai levando a vida em plena Ditadura Militar. Estabelece forte amizade com Alpino, um malandro carioca, e com Lena, uma adolescente que deixa a família para viver com eles no mesmo apartamento. Dedé vai descobrir o sexo, as drogas e a experiência da repressão política - e amadurecer.

Malu Mader
TERRA ESTRANGEIRA
1995

Preto & Branco . 100 min. Produção Flavio Tambellini
Direção Walter Moreira Salles e Daniela Thomas. com Fernanda Torres, Alexandre Borges, Fernando Alves Pinto, Laura Cardoso, Luís Melo    
O plano econômico do governo Collor projeta o país no caos. A vida de Paco, um jovem estudante paulista, desmorona com a morte da mãe e o fim do sonho de ser ator. Ele decide deixar o Brasil e aceita levar um objeto contrabandeado para Lisboa. Lá conhecerá o amor e o perigo da morte...

Fernanda Torres e Fernado Alves Pinto
HANS STADEN
2000
Cor .  92 min. Produção e direção Luiz Alberto Pereira. com Carlos Evelyn, Ariana Messias, Darci Figueiredo, Beto Simas, Stenio Garcia, Sérgio Mamberti, Claudia Liz
Um dos poucos filmes na história do cinema em que a língua falada pelos atores é, de forma predominante, o tupi-guarani. O filme nos conta a história do artilheiro alemão Hans Staden, que conseguiu escapar dos Tupinambás - que eram antropófagos - depois de ficar prisioneiro da tribo por um ano..
Resgatado, conseguiu retornar à Europa, onde redigiu um relato sobre as peripécias de suas viagens e aventuras no Novo Mundo, publicado em 1557 - uma das primeiras descrições para o grande público acerca dos costumes dos nativos americanos. O livro tornou-se um sucesso editorial devido às suas ilustrações, descrições de rituais antropofágicos, animais, plantas e costumes exóticos.
A sua influência no meio culto da época ajudou a criar, no imaginário europeu quinhentista, a idéia da terra brasílica como o país dos canibais.

Carlos Evelyn
BICHO DE SETE CABEÇAS
2000

Cor . 80 min. Direção Laís Bodansky. com Rodrigo Santoro, Othon Bastos, Cassia Kiss, Caco Ciocler, Gero Camilo
Uma viagem ao inferno manicomial. Esta é a odisséia vivida por Neto, um adolescente de classe média baixa, que leva uma vida normal até o dia em que o pai o interna em um manicômio depois de encontrar um baseado no bolso de seu casaco. O cigarro de maconha é apenas uma gota d'água que deflagra a tragédia na família. No manicômio, Neto é forçado a amadurecer. As transformações pelas quais ele passa alteram radicalmente sua relação com o pai.

Rodrigo Santoro

leia mais sobre o filme
O INVASOR
2001

Cor . 97 min. Produção Renato Ciasca e Bianca Villar
com Alexandre Borges, Marco Ricca, Paulo Miklos, Mariana Ximenes, Malu Mader
Estevão, Ivan e Gilberto são companheiros desde os tempos de faculdade. Além disto, são sócios em uma construtora de sucesso há mais de 15 anos. O relacionamento entre eles sempre foi muito bom, até que um desentendimento na condução dos negócios faz com que eles entrem em choque, com Estevão, sócio majoritário, ameaçando deixar o negócio. Acuados, Ivan e Gilberto decidem então contratar Anísio, um matador de aluguel, para assassinar Estevão e poderem conduzir a construtora do modo como bem entendem. Entretanto, Anísio tem seus próprios planos de ascensão social e aos poucos invade cada vez mais as vidas de Ivan e Gilberto.

Marco Ricca e Alexandre Borges

leia as críticas de Eduardo Valente e Felipe Bragança
na revista eletrônica de cinema contracampo
HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES
2002

Cor . 75 min. produção Casa de Cinema de Porto Alegre
direção Jorge Furtado. com Ana Maria Mainieri, André Arteche, Pedro Furtado, Julia Barth
Primeiro longa metragem de Jorge Furtado, diretor de vários curtas entre 1984 e 1997, como Ilha das Flores (Urso de Prata no Festival de Berlim em 1989), Barbosa O dia em que Dorival encarou a guarda , A matadeira e outros. Furtado é um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre .
Chico, adolescente em férias na "maior e pior praia do mundo", encontra Roza num fliperama e se apaixona. Transam na primeira noite, mas ela some. Ao lado de seu amigo Juca, Chico procura Roza pela praia, em vão. Só mais tarde, já de volta a Porto Alegre e às aulas de química orgânica, é que ele vai reencontrá-la. Chico quer conversar sobre "aquela noite", mas Roza conta que está grávida. Até o próximo verão, ela ainda vai entrar e sair muitas vezes da vida dele.

Ana Maria Mainieri

leia mais sobre o filme
crítica de Bolivar Torres na revista eletrônica de cinema contracampo
MADAME SATÃ
2002

Cor . 105 min. Produção Video Filmes, Wild Bunch, Lumiere, Dominant 7, Studio Canal. Direção Karim Aïnouz. com Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flavio Bauraqui, Gero Camilo
Lapa, Rio de Janeiro, nos anos 30: o cotidiano e a intimidade de João Francisco dos Santos - malandro, artista, presidiário, pai adotivo, preto, pobre, homossexual - e seu círculo de amigos, antes de se transformar no mito Madame Satã, lendário personagem da boêmia carioca.

Lázaro Ramos

leia mais sobre o filme
crítica de Daniel Caetano na revista eletrônica de cinema contracampo
NARRADORES DE JAVÉ
2003

Cor . 103 min.
Produção Bananeira Filmes, Gullane Filmes, Laterit Productions. Direção Eliane Caffé. com José Dumont, Matheus Nachtergaele, Gero Camilo, Nélson Dantas, Rui Resende, Nélson Xavier
A notícia da construção de uma usina hidroelétrica no Vale do Javé preocupa os moradores de um vilarejo, que ficará sob as águas da represa. A população decide escrever um documento para registrar os grandes acontecimentos de sua história. O problema é que quase todos os moradores do povoado são analfabetos. O único que sabe escrever é Antônio Biá, o carteiro. Apesar de não gozar de boa imagem junto à população, por ter forjado algumas cartas, o carteiro é escolhido para a tarefa. Mas ele tem dificuldades para realizá-la, pois as pessoas não conseguem chegar a um acordo sobre quais versões correspondem à verdadeira história do lugar


José Dumont

crítica de Alexandre Werneck  e artigo de  Luis Alberto Rocha Melo na revista eletrônica de cinema contracampo
AMARELO MANGA
2003
Cor . 100 min. Produção Parabólica Brasil, Olhos de Cão
Direçao Claudio Assis. com Leona Cavalli, Matheus
Nachtergaele,  Jonas Bloch, Dira Paes, Chico Diaz
Guiados pela paixão, os personagens deste filme vão penetrando num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. O universo aqui é o da vida-satélite e dos tios que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante. Não o amarelo do ouro, do brilho e das riquezas, mas o amarelo do embasamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas. Um amarelo-manga, farto

Leona Cavalli e Jonas Bloch

leia mais sobre o filme
artigo de Cilaine Alves Cunha na revista eletrônica Trópico
críticas de
Alexandre Werneck e Eduardo Valente
revista eletrônica de cinema contracampo
CIDADE BAIXA
2005

Cor . 110 min. Produção Video Filmes. Direção Sergio Machado. com Lázaro Ramos, Alice Braga, Wagner Moura
Naldinho e Deco são amigos de infância. Acostumados a dividir tudo, inclusive os riscos do dia-a-dia, no comando de um pequeno barco a motor, onde levam mercadorias lícitas e ilícitas, nos arredores de Salvador. Um dia, dão carona à dançarina e prostituta Karina. Nas ruas estreitas e escuras da Cidade Baixa, em Salvador, desenrola-se uma paixão louca entre os três. O desejo e o ciúme ameaçam a amizade de Naldinho e Deco, colocando um instinto de morte à flor da pele.

Wagner Moura

crítica de Tatiana Monassa na revista eletrônica de cinema contracampo

PIERRE VERGER, MENSAGEIRO ENTRE DOIS MUNDOS
1999

Cor . 84 min.
Produção Conspiração Filmes
Direção Lula Buarque de Hollanda
documentário sobre a vida e a obra do fotógrafo e etnógrafo francês Pierre Verger, narrado e apresentado por Gilberto Gi. Filmado em locações no Benin, Paris e Salvador. Inclui a última entrevista de Pierre Verger (filmada um dia antes de seu falecimento, em 11 de fevereiro de 1996 ), extenso material fotográfico e textos produzidos por Verger ao longo de sua vida; bem como depoimentos de pessoas que conviveram com o pesquisador como o documentarista Jean Rouche, Jorge Amado, Zélia Gattai, Mãe Stella, Pai Agenor e Cid Teixeira.

O samba de roda em Salvador no final dos anos 40
Foto de Pierre Verger
RAÍZES DO BRASIL
2004
Preto & Branco/Cor
Produção Videofilmes
DIreção Nelson Pereira dos Santos
A vida e obra de Sérgio Buarque de Hollanda, um dos principais intelectuais do Brasil no século XX e autor dos livros "Raízes do Brasil" e "Visões do Paraíso". Dividido em duas partes, o filme mostra desde o cotidiano de Sérgio, incluindo o modo como interagia com a família e amigos, até um panorama cronológico de sua época, em que lidou com o nazismo, os anos de Getúlio Vargas no poder e a ascensão do movimento modernista no Brasil

Sérgio Buarque de Hollanda
RÁDIO AURIVERDE
1991
Produção Silvio Back e EMBRAFILME
Direção Silvio Back
Com imagens e sons inéditos de Carmen Miranda e do Brasil na II Guerra Mundial, o filme penetra no desconhecido universo da guerra psicológica que conturbou a presença da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália (1944-45). Através das musicalmente alegres e debochadas transmissões de uma rádio clandestina, tema-tabu entre os pracinhas, o filme acaba também revelando as tragicômicas relações entre os Estados Unidos e o Brasil durante o conflito.

A Força Expedicionária Brasileira no esforço de guerra
JANELA DA ALMA
2002

Cor. 73 min.
Produção Flávio Tambellini
Direção João Jardim e Walter Carvalho
Dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. O escritor e prêmio Nobel José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade ­ se é que ela é a mesma para todos.

José Saramago em Janela da Alma
LÍNGUA, VIDAS EM PORTUGUÊS
2004

Cor . 105 min.
Produção Paris Filmes, TV Zero e Sambascope e Costa do Castelo
Direção Victor Lopes
Com Mia Couto, José Saramago, Martinho da Vila
João Ubaldo Ribeiro

Todo dia duzentas milhões de pessoas levam suas vidas em português. Fazem negócios e escrevem poemas. Brigam no trânsito, contam piadas e declaram amor. Todo dia a língua portuguesa renasce em bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, angolanas, japonesas, cabo-verdianas, portuguesas, guineenses. Novas línguas mestiças, temperadas por melodias de todos os continentes, habitadas por deuses muito mais antigos e que ela acolhe como filhos. Língua da qual povos colonizados se apropriaram e que devolvem agora, reinventada. Língua que novos e velhos imigrantes levam consigo para dizer certas coisas que nas outras não cabe.


Martinho da Vila em Língua
PAULINHO DA VIOLA, MEU TEMPO É HOJE
2003
Cor . 83 min.
Produção Videofilmes
Direção Izabel Jaguaribe
Com Paulinho da Viola, Marina Lima, Zeca Pagodinho, Marisa Monte, Élton Medeiros, Hermínio Bello de Carvalho, Nélson Sargento, Walter Alfaiate, Monarco
O cantor, compositor e instrumentista Paulinho da Viola apresenta seus mestres e amigos, suas influências musicais e percorre sua rotina peculiar e discreta, apresentando hábitos e costumes desconhecidos do grande público.

Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho 
fontes das sinopses e  críticas
cinemateca brasileira
arte e cultura
contracampo
cinemando
Tempo Glauber
almanaque da Folha de S. Paulo
adoro cinema brasileiro
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